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29 de março de 2011

Velhas de avô e neto


Dissera aos meus botões:


nos mais próximos serões


não vou intervir, prometo.

Mas já quebrei a promessa,


tudo porque, hom'essa!,

falaram de avô e neto.




Na qualidade de avô


cabe-me desabafar:


se ainda vivo estou


é por o neto cá estar.




Não há nada neste mundo


nem outro amor mais profundo


do que o amor por um neto



...


...

André Moa





Este é parte de um dos textos do livro de Aida Baptista e como não poderia deixar de ser de um amigo muito especial ou não fosse dos GT.


Recupera amigo que o teu neto e nós precisamos de ti.




27 de março de 2011

Passos dos nossos avós



Como tinha aqui publicitado, ontem fui ao encontro da minha amiga Aida para a apresentação do seu novo livro.



Simplesmente adorei.

Adorei ter-me encontrado com ela 35 anos depois, com a sua mana Fatinha e mais alguns amigos da nossa linda terra, Benguela.

Encontrei um bocadinho das minhas raízes, sim porque eles fazem parte da minha vida, daquela vida em que éramos todos uma família.
E nem estes 35 anos nos conseguiram afastar.....foi como se nos tivemos visto ontem.

E se o seu livro da Aida se chama "Passos dos nossos avós".... eu fui sobre os "Passos da minha infância".

E agora vou ler o livro e depois vos falarei dele.

Por enquanto resta-me este sorriso de alegria e felicidade, por vos ter reencontrado.

2 de novembro de 2009

Prémio Goncourt








A escritora francesa Marie NDiaye foi hoje anunciada como a vencedora do prémio Goncourt, um centenário galardão literário que é o mais prestigiado prémio do género em França.




NDiaye, nasceu em França á 42 anos e é filha de mãe francesa e pai senegalês.






Foi distinguida pelo livro “Trois Femmes Puissantes” (“Três Mulheres Poderosas”), que aborda o problema da imigração ilegal de africanos para a Europa e as relações entre os países africanos e os ex-colonizadores.






Escritora precoce, publicou o primeiro romance aos 17 anos. Desde então, é presença assídua no panorama literário do país.






Este galardão foi atribuido a poucas mulheres, tendo sido atribuido em 1984 a uma escritora que gosto muito Marguerithe Duras pelo livro " O Amante" e nunca tinha sido entregue a uma mulher negra.






O vencedor do Goncourt recebe um prémio simbólico de dez euros – e um muito provável aumento de vendas.







6 de junho de 2009

A Parisiense foi à Bertrand......



Aqui a parisiense foi hoje ao Norte Shopping, onde nunca tinha posto os pés, porque detesta centros comerciais, mas a razão era mais do que válida.

Como poderia eu recusar um convite tão simpático de alguém como o rafeirito??????

E claro calcei as minhas botas de caminhada, meti pés a caminho e lá fui eu conhecer essa personagem que tantas vezes me faz sorrir.

Adorei.

Adorei conhecer o Rafeiro Perfumado , a sua Jove, uma rapariga linda, simpática, adorável, e mais alguns amigos e amigas dos blogs, como a menina das Resteas, a Laurinha ao vivo e a cores,e a Soledade e tantos outros que lá estavam.

Agora vou ter de arranjar uma prateleira só para os livros do rafeiro que já cá cantam dois e muitos mais hão-de vir....pelo menos assim o espero.

Agora é a vossa vez de ir dar um beijinho a um rapaz muito simpático, quando ele passar pela vossa zona......e de uma coisa vos garanto.....é que ele não morde, é um rafeiro muito simpático.


3 de junho de 2009

Entre o Mar e o Deserto


Entre o Mar e o Deserto é um livro muito interessante que conta a história de mais uma angolana que quis voltar a Angola, à terra que a viu nasceu e de onde saiu sem se despedir.

Um místico entre as belezas daquela terra, que também me viu nascer, e o alegre-doce e duro recordar de tantas lembranças que se tornam frescas a cada momento, em cada canto por onde se passa.

"Apesar de viver numa pequena vila, Tombwa tinha fortes tradições e o réveillon era o ponto alto dos bailes sumptuosos na cidade, uma vez por ano."

" Agora, no chão do mesmo aeroporto, estavam eles também a aguardar a sua vez, esperado ouvir a todo o momento a voz pelo auto-falante chamando para o embarque imediato, o que se verificou dali a pouco, com partida prevista para o dia seguinte, bem cedo."

Nele também me revi, naquele aeroporto de Luanda em Agosto 1975...

Parabéns Manuela, gostei do teu livro, da maneira simples e tão africana com que escreves.

Adorei.



27 de janeiro de 2009

A prenda

Já tendo o primeiro livro, a minha irmã resolveu-me oferecer este segundo volume de Recordar Angola, pois eu amo aquela terra e tudo o que dizer respeito a ela me interessa, aos velhos e novos tempos.
Já comecei a ler e ver todas as fotos antigas, e que saudades.......
Por isso esta semana vou estar assim meia nostalgica, pois por muito que eu ache que não, ainda doí muito cá dentro, afinal a ferida ainda não cicatrizou.
E só vai cicatrizar no dia em que eu lá voltar....

15 de janeiro de 2009

Descobertas...


Ontem ligou-me a m/sobrinha a perguntar se a tia, que tem sempre roupas um pouco fora do normal, tinha roupa dos anos 70, para ela levar a uma festa sábado á noite....(ora bem convém informar que essa tia fora do normal sou eu, que uso mini-saias, cores garridas, chapéus, bonés, casacos de pelos.... e que nestas alturas dá sempre jeito ter uma tia, assim....fora do normal....).

E lá vou eu á procura em armários onde se encontram algumas raridades, o que poderia eu encontrar para emprestar a rica sobrinha.

E comecei por encontrar no respectivo armário uma pilha de livros da colecção de Os Cinco, Uma Aventura, S.A.S., contos infantis, Jules Verne, enfim uma pilha deles que eu pensava que os meus garotos tinham dado ou deitado fora, por já á muito só ver nas prateleiras do quarto deles livros de desporto, psicologia, massagem, forma física, técnicas de futebol, andebol.....etc......


Mas o que mais despertou a minha atenção foi este livro " A Família dos Elefantes" e que eu tinha gostado muito quando o comprei já há uns 20 anos atrás ( eh pá que estou a ficar velha, e os filhotes também....ahahahah) , mas tinha comprado o livro para tentar incutir nos meus filhotes a defesa e preservação do reino animal, sobretudo dos animais em África, minha terra tão amada.

E diga-se de passagem até consegui, pois tanto um como o outro , só não trazem para casa tudo o que é animal abandonado porque senão teria de abrir aqui um jardim zoológico em casa...

E na África do Sul voltou a ser permitido caçar elefantes ...... e eu pergunto-me quando é que o homem vai conseguir viver em harmonia com os outros seres vivos, que só pedem para viver em paz no cantinho deles.....!!!!!







E já agora se vos interessa saber, encontrei sim uma roupa para a sobrinha levar á festa....

6 de janeiro de 2009

O Amante


A arrumar um armário lá em casa descobri , ou melhor redescobri, uns livros que trouxe de França e umas cassetes, e entre eles este livro de Marguerite Duras, escritora francesa que nasceu na Indochina, antiga colónia francesa.


È uma das minha escritoras francesas preferidas, talvez por termos algumas afinidades entre elas termos nascido ambas em ex-colónias.

Claro que reli algumas passagens do livro e lembrei-me do filme que Jean-Jacques Annaud realizou baseado neste livro.

Aqui vos deixo um pedacinho dele.....



L'AMANT